quinta-feira, 24 de março de 2011

Estudo mostra que mudou perfil de usuários de redes sociais

A E.life, empresa brasileira líder em inteligência de mercado e gestão do relacionamento 2.0 na América Latina, acaba de divulgar um estudo sobre os hábitos e comportamentos dos internautas brasileiros nas redes sociais. No total, foram 945 entrevistados no período de novembro de 2010 a janeiro de 2011.



Para o levantamento foi elaborado um questionário abordando os locais e plataformas para acesso à internet, tempo de permanência na rede, aplicativos mais utilizados e a tendência de crescimento de algumas redes em detrimento de outras, além de seus usos específicos. As perguntas foram aplicadas aos usuários de redes sociais através de divulgação, principalmente por meio do Twitter e do Facebook.

O resultado revela, entre outros dados, que 42,5% dos entrevistados dedicam 41 horas ou mais à internet por semana, o que significa quase 6 horas por dia. Também é possível identificar as redes com maior presença de heavy users: o Twitter, com 47,2% de seus usuários online mais de 41 horas por semana e o Facebook, com 48,5%.

Quando questionados sobre que atividades praticam na Internet, 85,6% dizem utilizar seu tempo online em conversas virtuais em tempo real. Paralelamente, 85,1% também utilizam seu tempo online para administrar perfis nas redes sociais. Dos entrevistados, 64,2% dizem acessar as redes sociais e usar os bate-papos online simultaneamente.

Também são hábitos comuns dos internautas escrever no Twitter, ler blogs e visualizar fotos (no Flickr, Orkut, Facebook, entre outros).

Outra informação importante diz respeito ao aumento dos acessos à internet via celular. Em 2009, apenas 34,4% dos usuários tinham esse costume. No estudo referente a 2010, esse número subiu para 44,8%, representando a terceira maior plataforma para conexão. De qualquer forma, os equipamentos mais utilizados para a navegação ainda são os desktops (82,2%) seguidos pelos notebooks. Vale ressaltar que os desktops registraram uma pequena queda em comparação a 2009 e que esta pergunta permitia mais de uma resposta.

Nas conexões móveis, os conteúdos mais acessados são as redes sociais e bate-papo online (através de aplicativos) e, ainda, a navegação em sites e a leitura de notícias (via browser). Baixar ou ouvir músicas online, jogos online, Internet Banking e download de podcasts são menos comuns via celular.

O estudo aponta crescimento no número de usuários cadastrados em algumas redes sociais. Em 2009, 49,1% dos internautas consultados eram usuários do Facebook. Na apuração referente a 2010, esse número saltou para 91,3%. Seguindo o mesmo critério, o Twitter cresceu de 76,2% para 89,1%. Destaque também para o Linkedin, rede com fins profissionais que possuía 21,8% das menções em 2009 e alcançou 47,5% em 2010. O crescimento do Linkedin é atribuído ao lançamento de sua versão em português.

Dos serviços em que os usuários possuem conta, aqueles declarados como mais usados foram o Twitter, com 74%; o Facebook, com 63%; o MSN, com 48,4%; o Orkut, com 34,1% e o Youtube, com 12%. Apesar de ocupar o quarto lugar no ranking deste ano, em 2009 o Orkut era utilizado por 68,8% dos usuários cadastrados em redes sociais.


Segundo o levantamento, o principal interesse dos usuários no Twitter é a informação, com destaque para a busca de atualidades e leitura de notícias. Já no Facebook, no Orkut e no MSN, o cultivo dos laços sociais é que motiva o acesso, para que os usuários mantenham contato com amigos e parentes.

 Na hora de fazer compras, 88,3% afirmaram que pesquisam online preços de produtos e serviços. Já 74,3% efetivam compras pela internet. Observa-se, ainda, que 46% dos internautas, em 2009, recomendavam a outras pessoas produtos e serviços adquiridos, enquanto em 2010 esse número caiu para 36,0%.

Dos 945 internautas participantes do estudo, 53% são mulheres e 47% homens. Os usuários de 19 a 25 anos representam 47,5% dos entrevistados, enquanto 20,2% têm entre 36 e 45 anos, 17,4% têm de 26 a 35 anos e 9,7% têm até 18 anos. Os demais possuem mais de 46 anos de idade. A região Sudeste (48,9%), abrange a maioria dos consultados, seguida pelo Nordeste (24,1%), Sul (21,3%), Centro-Oeste (3,6%) e Norte (2,1%).

O estudo completo estará disponível para o público a partir de maio através do site: www.elife.com.br

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