quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Crônica de um dia feliz

A empresa necessitava de 20 pessoas para o cargo de vigilante e possuía uma parceria com a Fundação Municipal do Trabalho (Fundat) que cadastra trabalhadores para recolocação no mercado de trabalho. Nem precisava ter experiência, bastava apresentar o certificado de conclusão do curso preparatório. O RH da empresa nem pensou, ligou para o Balcão de Intermediação de Mão de Obra da Fundação e solicitou que lhe fossem encaminhados os profissionais.

Já era terça-feira, o ano estava acabando e Ricardo de Jesus Reis, 31, pensava no que fazer. Desempregado há sete meses, estava já sem dinheiro e esperança de conseguir logo um trabalho e poder levar o alimento para casa. Experiência em vigilância ele tinha. Trabalhara seis anos numa firma conceituada e saíra porque alguns postos de trabalhos foram perdidos por causa da crise que estava acontecendo do outro lado do mundo.

Adaias da Silva Santos. Vinte e seis anos, nenhuma experiência na área de vigilância. Ficou sabendo do Balcão por um amigo que tinha sido contratado há um tempinho.

Valdemir Júnior Florêncio da Silva, um ano mais novo que Adaías, quando soube que a Prefeitura de Aracaju possuía um serviço de Intermediação do Trabalho levou seu currículo e deixou lá. Mas nem esperava ser chamado, ainda mais que fazia quatro meses que isso aconteceu.

Ontem, terça-feira, 29 de setembro, início de Primavera, os telefones dos três tocam logo pela manhã. Nesse momento, as vidas deles se interligam. Eles haviam sido selecionados no banco de dados da Fundat para a empresa de vigilância. Seus perfis passaram por uma triagem. Haviam sido aprovados.