quinta-feira, 31 de julho de 2008

A mulher que lê







Um casal sai de férias para um hotel fazenda.
O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta de horas de pescaria e resolve tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora e continua lendo seu livro.
Chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita, em que pesca é proibida - informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando; estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, madame - diz ele e vai embora.



MORAL DA HISTÓRIA: NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. CERTAMENTE ELA PENSA!

terça-feira, 22 de julho de 2008

“O maior anseio do ser humano quando está preso é a liberdade”

(publicado no Inclusão Social)

Estar em cárcere privado e retornar à sociedade não é tarefa fácil. O sistema penitenciário brasileiro é visto como ineficaz no que se refere à recuperação do cidadão na maior parte do país. É através de um trabalho religioso com os detentos e reinserção destes à sociedade que a Pastoral Carcerária em Sergipe, mantida pela Igreja Católica, desenvolve suas ações. Dirigida por Carlos Antônio de Magalhães, mais conhecido como ‘Magal da Pastoral´, a instituição realiza entre os dias 25 e 27 deste mês de abril o Encontro Nordeste da Pastoral. Confira abaixo a entrevista exclusiva ao Portal Inclusão Social sobre o assunto com o diretor da entidade.

Por Elaine Mesoli(Estudante de Jornalismo pela UFS)

Inclusão Social - Como podemos definir a Pastoral Carcerária?

Magal da Pastoral - A Pastoral Carcerária é o serviço da Igreja Católica que leva o Evangelho de Jesus Cristo às pessoas privadas de liberdade e zela para que os direitos humanos e a dignidade humana sejam garantidos no sistema prisional. Mais de três mil voluntários católicos, em todo o Brasil, participam hoje das ações.

IS - Quando surgiu a instituição?

MP - Não posso precisar o surgimento em âmbito nacional, mas lembro de ter lido livros a respeito da atuação da Pastoral Carcerária desde a década de 70. Ela sempre existiu sob outras formas ao longo da história da igreja para evangelizar os presos. Em Sergipe, surgimos como instituição após a visita do padre Afonso Pastori em agosto de 1987, quando veio nos dar orientações sobre encontro de casal com Cristo e acabou nos ensinando o trabalho desenvolvido atualmente. Ele era orientador da Pastoral em Belo Horizonte, Minas Gerais.

IS - De que forma a Pastoral contribui para a melhoria de vida dos detentos?

MP - Primeiramente a Pastoral Carcerária procura ser a presença de Cristo no cárcere. O que Cristo faria? O que pensamos que ele faria é o que devemos fazer, juntando-nos aos funcionários e às autoridades para melhorar o sistema e a condição dos presos. Trabalhamos também com as famílias e com egressos do sistema prisional, na reinserção ao mercado de trabalho e na ajuda econômica às famílias dentro de nossas possibilidades, através de uma reunião semanal que realizamos.

IS - Que pedidos são feitos por quem está em cárcere privado?

MP - O maior anseio do ser humano quando está preso é a liberdade. Eles pedem que acompanhemos os processos melhorando a agilidade e dando assistência jurídica, pois alguns não possuem advogados e dependem de defensores públicos. Outros são explorados pelos advogados. Essa é a maior angústia e ansiedade deles. Se houvesse uma defesa mais firme, com certeza a pena poderia ser reduzida e eles receberiam os benefícios mais rapidamente. Existem reclamações também quanto aos maus tratos, à falta de trabalho, de boas instalações, alimentação, saúde e acesso às famílias. A falta de tudo isso não permite que o preso tenha condições de se ressocializar. Ainda temos um sistema prisional voltado para prender apenas, sem visar ressocialização.

IS - Como a Pastoral Carcerária é recebida nos presídios?

MP - Hoje somos bem recebidos. Um ou outro tenta retardar nosso trabalho, mas é uma minoria. Já houve época pior. Depende muito de quem esteja no comando. Há pessoas que entendem nosso trabalho, mas houve governos em que tínhamos uma dificuldade terrível para atuar. Há mais ou menos oito ou 10 anos ficávamos na porta rezando e pedindo para entrar.
IS - De onde vêm os recursos da instituição?

MP - Uma parte dos voluntários e outra da arquidiocese. Também recebemos doações, realizamos bazares e rifas para arrecadar dinheiro.

IS - Como será o encontro da Pastoral em Sergipe?

MP - Será o encontro da macrorregião Nordeste, que é realizado a cada dois anos. Trocaremos experiências e destacaremos os problemas mais recorrentes que mereçam uma melhor avaliação da Pastoral Carcerária. Tentamos deixar uma mensagem positiva e criar mecanismos para conscientizar a sociedade para esse problema. O tema de abertura será ´Segurança Pública´, com uma palestra de Ricardo Balestreli, secretário Nacional de Segurança Pública. Debateremos, por exemplo, questões como a separação de jovens que cometeram o primeiro delito de outros já reincidentes. O encontro acontecerá em Aracaju, no Hotel Parque das Águas, entre os dias 25 e 27 deste mês de abril.

IS - Como fazer para se tornar voluntário ou realizar doações?

MP - Através dos telefones: (79) 3042-9645 e 3231-6605, conversando com Rita.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ao idealista Cleomar

A primeira vez que eu o vi foi num seminário sobre o novo código de ética dos jornalistas. E as coisas que Cleomar Brandi disse nessa noite foram perfeitas, não cabendo apenas para aquela ocasião, mas que levássemos dentro de nós mesmos por toda a nossa vida.
A segunda oportunidade em que tive o privilégio de ouví-lo foi em sala de aula à convite de um professor. E não deixou a desejar. Os estudantes não só ouviam como se enlevavam com aquele idealismo e entusiasmo quase juvenil pela arte de mostrar o cotidiano.
O que percebi foi uma paixão intensa pela profissão. Intensa e real porque em nenhum momento vi o saudosismo que caracteriza alguns jornalistas da sua geração. Principalmente quando disse que essa não é uma profissão de sonhos e que, em jornalismo, engole-se sapos,cobras, lagartos e jacarés. E que o importante é você saber digerí-los e ao mesmo tempo matar mais que um leão por dia, porque sem suor o desafio do papel em branco jamais é superado.
Fiquei imaginando o quanto eu aprenderia ficando algum tempo ao lado de Cleomar sorvendo um pouco do manancial de conhecimento que ele possui e que retrata fielmente o que Gabriel Garcia Marquez escreveu: "Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade"
Numa parte do bate-papo com os alunos, ele ressaltou a importância da leitura para se ter uma boa escrita, e isto me remeteu a uma implicância que tenho com alguns dos textos de meus colegas. Não que eu não possua erros, não é isso, porque não sou infalível e nem conheço a gramática da nossa língua tão bem assim, mas penso ser imprescindível a alguem que vai fazer da escrita seu métier pelo menos ter um bom conhecimento de seu funcionamento. Caso contrário é como se trabalhássemos sem os equipamentos de segurança necessários ao desenvolvimento do trabalho.
O sentimento que me foi passado por Cleomar não foi apenas o da paixão, mas o da servidão.
Servidão ao jornalismo e sua função crítica e bela que é informar, refletir a realidade e ao mesmo tempo construí-la. E essa servidão foi totalmente transmitida em sua alegria, quando nos contou que era sempre o primeiro a chegar na redação, e em sua tristeza quando disse que sabia que um dia um outro jornalista poderia chegar antes dele ao jornal.
Infelizmente todos estes sentimentos não são os que prevalecem no jornalismo atual, onde o que impera é apenas o conteúdo mercadológico e onde as criaturas parecem ser quase todas venais.
A liçao que fica a todos nós, futuros jornalistas, desses momentos fugazes e de saber tão intenso que esta figura ilustre do jornalismo baiano-sergipano, Cleomar Brandi, nos deixa é exatamente aquilo de que devemos fazer nosso lema e que ele tão bem sintetizou em seu artigo Ametista não é Diamante é: "Ao acordar pautar a verdade, ao dormir editá-la"
Ando meio parada. Nem escrevo mais. Os únicos livros que leio ultimamente são acadêmicos.
Acho até que esqueci pra que serve um blog. E acabei resolvendo que vou escrever mais, nem tudo é estudar, estudar e correr atrás de grana.
Também penso que devo direcionar mais esse blog, colocar minhas opiniões acerca do que acontece no mundo. Pelo menos no mundo ao qual eu tenho acesso.
Não sei qual será a periodicidade com que farei isso, mas estou me propondo a sentar a bunda pelo menos uma vez por semana e mandar brasa num artigo, ensaio, ou seja lá o que for.
Afinal de contas, que merda de jornalista é esta que não escreve sobre nada?
Se for assim devo rever meu papel, já que escolhi essa profissão, um pouco por ideologia, confesso, mas também porque sempre escrevi muitas críticas sobre o mundo, iclusive sobre mim.
Se escrevo bem, não sei, mas tento fazer o melhor que posso.

Agora é esperar pra ver da próxima vez que eu escrever o que irá sair...