terça-feira, 17 de março de 2009

Comércio eletrônico em 2008 teve um crescimento de 39%


A compra e venda de produtos pela internet, o e-commerce, teve um
crescimento em 2008 de 39% em relação ao ano de 2007. Cerca de 13 milhões de brasileiros compraram pela rede mundial de computadores em 2008. Para Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, empresa que fornece informações sobre esse tipo de mercado, o comércio eletrônico evoluirá ainda mais nos próximos anos.
Os números do aumento de consumo foram dados por meio de um relatório semestral disponibilizado pela empresa, o relatório Webshoppers, que analisa as mudanças de comportamento e preferências dos consumidores que compram pela internet.
Divulgado nesta terça-feira, dia 17, a 19ª edição do relatório vem mostrando que o volume de consumidores aumentou. Esse aumento é devido à participação da classe C nas compras on-line. As famílias com renda mensal de até três mil representam 60% dos novos compradores de 2008. O crescimento desta classe foi de 42%, cinco por cento a mais do que o ano de 2007.
Apenas no primeiro semestre de 2008 foi faturado R$ 3,8 bilhões, quase o valor total de todo o ano de 2006, R$ 4,4 bilhões. Os motivos para esta expansão do comércio é que muitos brasileiros fizeram compras desta maneira pela primeira vez. Também aqueles que já compraram e foram atendidos de forma adequada aumentaram a freqüência de compras.
O que atrai o consumidor são as vantagens em comprar sem precisar se locomover até as lojas tradicionais, a prática de preços mais baixos e o financiamento facilitado pelas empresas que oferecem o serviço.


Motivos do aumento e ranking de produtos


Segundo o relatório, os motivos da mudança do comportamento do consumidor que costuma comprar em lojas físicas são a inclusão digital, incentivada pelo governo Federal e a conveniência. Nos grandes centro o consumidor não perderá tempo no trânsito ou em filas, por exemplo. Em lugares afastados desses centros o consumidor poderá ter acesso a um produto que não é encontrado facilmente. Dessa forma, a web se torna uma vitrine mais completa, moderna, colorida e facilitadora.
A confiança dos consumidores também aumentou e fez com que eles comprassem cada vez mais, tornando o que a classe costuma chamar de “heavy users”, e indicassem a boa experiência a outras pessoas de seu convívio social.
Dentre os produtos mais consumidos, quem lidera o ranking são os livros, que respondem por 17% do total de compras. Já a categoria saúde e beleza cresceu duas posições em relação ao ano de 2007 e ficou em segundo lugar. Os produtos de informática perdeu um posto caindo para a terceira posição no ranking.
Lider em vendas em anos anteriores, os CDs e DVDs saíram de cena este ano não figurando entre os mais vendidos. Durante todo o ano eles representaram apenas cinco por cento do total do volume de vendas. O diretor da e-bit atribui isso a uma mudança do hábito de consumo. “A realidade é essa. Há um comportamento de compartilhamento entre os consumidores. A indústria deve criar novos modelos para ganhar dinheiro”, afirma Pedro Guasti.


Aumento do público feminino e satisfação


O perfil de e-consumidores também mudou. Ultrapassando o número de homens nesse mercado, as mulheres marcaram presença e agora respondem por mais da metade dos consumidores. Em compensação, o valor médio de compras ainda é inferior ao dos homens. Apesar da fama de gastar muito, elas compram em média R$ 272 reais contra R$ 375 dos homens.
Já o público mais experiente, com mais de 50 anos, também cresceu e representa 19% de todas as pessoas que consumiram pela internet no ano que passou. Fator que se deve à falta de familiaridade com a tecnologia e receio em informar dados pessoais.
Se o volume de compras aumentou é sinal de que o consumidor está satisfeito. Quanto mais comprar por meio de lojas virtuais mais o cliente se tornará exigente. Itens como entrega no prazo, qualidade do produto e do atendimento influem diretamente na opinião e no retorno deste cliente. Também conta a navegabilidade no site. O usuário tem de se sentir confortável e achar todos os atalhos facilmente. A mudança de “loja” neste ambiente é feita de forma muito rápida: basta um clique. E para o lojista esse clique significa uma venda perdida.

Expectativas


Com a inclusão digital, as classes mais baixas terá uma provável penetração no consumo virtual. Para as empresas com lojas tradicionais o e-commerce já é uma realidade.
Para 2009 a expectativa é de que esse mercado fature cerca de 10 bilhões de reais. No final do primeiro semestre, a consultoria espera a ultrapassagem da marca de 15 milhões de e-consumidores. Até o final do ano, a expectativa é de que este número chegue a 17,2 milhões de compradores. Ficar alheio a esse mercado emergente é perder um filão interessante e oportunidade de fazer bons negócios. Além disso, o comércio eletrônico é democrático e acessível a todas as classes sociais.

2 comentários:

Consultora Educacional disse...

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Informática Online. Melissa.

Consultora Educacional disse...

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Ingles. Melissa