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Mostrando postagens de agosto, 2008

Madonna, mito da indústria cultural

A próxima vinda de Madonna ao Brasil fez com que eu lembrasse de um ensaio sobre um livro feito há tempos atrás que coloco aqui para apreciação (ou não) de quem se dispuser a ler o tópico inteiro. "Falar sobre Madonna parece ser tarefa fácil. Figura conhecida na mídia mundial, seu comportamento polêmico é sempre alvo de críticas, tanto favoráveis quanto desfavoráveis, e influência no comportamento social de jovens em todo o mundo desde os anos 80 do século passado. Foi pensando nisso que Douglas Kellner decidiu levar esse fenômeno cultural da mídia para o campo acadêmico e estudá-lo no livro A Cultura da Mídia . E com total imparcialidade expõe de forma clara e objetiva todo o contexto do surgimento de Madonna, saindo dos conceitos “pró ou contra” e interpretando adequadamente sua obra, sua imagem e os efeitos que geraram. Não foi por acaso que Madonna despertou seu interesse, fazendo com que dedicasse sua atenção à esse estudo. Madonna é um ídolo e, como tal, é formadora de opin...

Uma pérola de inteligência!!!!

Avaliação na faculdade, curso de jornalismo. Uma das questões era definir e explicar o que é " estandardização ". A aluna, deveras segura de que sabia o significado da palavra e o que queria dizer no contexto situado, responde: " Estandardização é levantar a bandeira da indústria cultural!!! " Claro que ela estava se portando como porta-estandarte da indústria cultural. E acabou confundindo estandarDização com estandarTização. Na verdade apenas a troca de uma letrinha insignificante, mas que faz uma diferença... Gente!!!! E ainda estamos discutindo sobre a obrigatoriedade do diploma!! Se na faculdade, em uma avaliação onde nos textos estudados essa palavra era inúmeras vezes repetida e explicada acontece isso, imagina se uma pessoa sem nenhuma formação se tornar jornalista. Onde a qualidade dos textos para uma informação mais apurada e embasada? Onde o direito da sociedade de que sejam pessoas capacitadas intelectualmente que disponibilizem o acesso à informação e à...

JORNALISMO CULTURAL: UM JORNALISMO VOLTADO PARA O MERCADO

São vários os debates a respeito do jornalismo cultural. Quase todos os envolvidos se referem a uma crise entre o que ele deveria ser e o que está se tornando. Alguns, como J. S. Faro , interpretam o jornalismo feito atualmente nos cadernos de cultura como algo mais complexo e passível de reflexão e análise. Já outros, como Daniel Piza e Herom Vargas , falam constantemente em sintomas de uma crise de identidade onde os objetos da cultura foram alterados pelas tendências do mercado. O que ocorre no jornalismo cultural de um país capitalista e globalizado como o nosso, com o acesso cada vez maior ao que acontece no mundo, a pressa e a necessidade de noticiar os acontecimentos, é que ele se fundiu à propaganda, afastando-se de seu papel que é, não só anunciar, mas comentar as obras lançadas em todos os segmentos e refletir sobre o contexto em que se dá o lançamento e o comportamento do público consumidor. Olavo de Carvalho nesse sentido é ainda mais taxativo dizendo que o jornalismo cultu...

“O que queremos é ocupar nosso espaço e que, em vez de teoria, se parta para a prática”

O dia 25 de julho amanheceu ensolarado. Era o que precisavam todos os trabalhadores rurais para comemorar seu dia numa caminhada organizada pelo MST da entrada da cidade, na BR 235, até o centro, na Pça. Gal. Valadão. Essa caminhada faz parte de um programa nacional do MST em comemoração ao dia do trabalhador rural. Com um atraso de três horas em relação ao horário marcado para o início, 8 horas da manhã, devido à espera dos ônibus que vinham de todo o Estado e até mesmo da Bahia, a passeata se deu de forma pacífica e alegre com todas as pessoas rindo e brincando. Traziam faixas representando os pedidos que seriam entregues ao superintendente do INCRA, Jorge Tadeu Jatobá, que estava presente ao evento. Também compareceram o deputado Jackson Barreto e a secretária de Inclusão Social, Ana Lúcia. Olhando de cima parecia um mar vermelho com suas camisetas e bandeiras no mesmo tom. “Cada família assentada envia um representante” diz Marcos Roberto, 27 anos, que reside com sua família em Ja...