sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cartão Postal de Salvador


Assim que entramos em Salvador, se formos de ônibus, uma das imagens é esta.
A Salvador de Ondina, do Farol da Barra, do Elevador Lacerda e Mercado Modelo estão bem distantes do que vemos aqui.
O inchaço populacional e a falta de um política habitacional é que leva a população a construir de forma desordenada suas casas pelos morros da cidade.
À margem da sociedade, suas casas vão crescendo e, quando não existe mais espaço físico, elas crescem verticalmente para seus filhos que cresceram e nem bem saíram da adolescência também já possuem outros filhos.
População que sai de casa ainda de madrugada e chega em suas casas quando já anoiteceu em sua luta diária pelo próprio sustento.
Gente que corre, sorri, ama, se diverte e verte lágrimas. Gente solidária que sobe e desce a ladeira cantarolando um sambinha da moda. Que faz do limão uma deliciosa limonada.
Gente que precisa de mais atenção dos governantes. Que lhes seja disponibilizado mais acesso à cultura, à educação e ao trabalho.
Apesar de todo esse crescimento desordenado é possível enxergar uma espécie de ordem.
E a ordem é: SER FELIZ!

3 comentários:

Armando Maynard disse...

Habitação juntamente com: educação,saúde e segurança tem que ser PRIORIDADES de todos os governos estaduais.Um projeto de URBANIZAÇÃO DAS FAVELAS brasileiras tem URGÊNCIA,pois iria organizar e humanizar o ambiente, tornando a vida da coletividade mais feliz, facilitando a convivência de seus moradores. A idéia de deslocar a população para conjuntos habitacionais, no início traz uma satisfação para logo depois se transformar em decepção, pois geralmente ficam longe dos locais de trabalho de toda a família.A favelização da periferia da maioria das capitais brasileiras é o primeiro cartão postal de quem as visita.Um abraço,Armando (lygiaprudente.blogspot.com)

Anônimo disse...

São Paulo não é diferente. Quiçá a nossa primeira vista, ao chegar na metrópole fosse a avenida paulista....

Espírito Livre disse...

Mais um dos grandes paradoxos do nosso país. Não é fácil, mas essas pessoas fazem mágica do cotidiano.
Volto.