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Comércio eletrônico em 2008 teve um crescimento de 39%


A compra e venda de produtos pela internet, o e-commerce, teve um
crescimento em 2008 de 39% em relação ao ano de 2007. Cerca de 13 milhões de brasileiros compraram pela rede mundial de computadores em 2008. Para Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, empresa que fornece informações sobre esse tipo de mercado, o comércio eletrônico evoluirá ainda mais nos próximos anos.
Os números do aumento de consumo foram dados por meio de um relatório semestral disponibilizado pela empresa, o relatório Webshoppers, que analisa as mudanças de comportamento e preferências dos consumidores que compram pela internet.
Divulgado nesta terça-feira, dia 17, a 19ª edição do relatório vem mostrando que o volume de consumidores aumentou. Esse aumento é devido à participação da classe C nas compras on-line. As famílias com renda mensal de até três mil representam 60% dos novos compradores de 2008. O crescimento desta classe foi de 42%, cinco por cento a mais do que o ano de 2007.
Apenas no primeiro semestre de 2008 foi faturado R$ 3,8 bilhões, quase o valor total de todo o ano de 2006, R$ 4,4 bilhões. Os motivos para esta expansão do comércio é que muitos brasileiros fizeram compras desta maneira pela primeira vez. Também aqueles que já compraram e foram atendidos de forma adequada aumentaram a freqüência de compras.
O que atrai o consumidor são as vantagens em comprar sem precisar se locomover até as lojas tradicionais, a prática de preços mais baixos e o financiamento facilitado pelas empresas que oferecem o serviço.


Motivos do aumento e ranking de produtos


Segundo o relatório, os motivos da mudança do comportamento do consumidor que costuma comprar em lojas físicas são a inclusão digital, incentivada pelo governo Federal e a conveniência. Nos grandes centro o consumidor não perderá tempo no trânsito ou em filas, por exemplo. Em lugares afastados desses centros o consumidor poderá ter acesso a um produto que não é encontrado facilmente. Dessa forma, a web se torna uma vitrine mais completa, moderna, colorida e facilitadora.
A confiança dos consumidores também aumentou e fez com que eles comprassem cada vez mais, tornando o que a classe costuma chamar de “heavy users”, e indicassem a boa experiência a outras pessoas de seu convívio social.
Dentre os produtos mais consumidos, quem lidera o ranking são os livros, que respondem por 17% do total de compras. Já a categoria saúde e beleza cresceu duas posições em relação ao ano de 2007 e ficou em segundo lugar. Os produtos de informática perdeu um posto caindo para a terceira posição no ranking.
Lider em vendas em anos anteriores, os CDs e DVDs saíram de cena este ano não figurando entre os mais vendidos. Durante todo o ano eles representaram apenas cinco por cento do total do volume de vendas. O diretor da e-bit atribui isso a uma mudança do hábito de consumo. “A realidade é essa. Há um comportamento de compartilhamento entre os consumidores. A indústria deve criar novos modelos para ganhar dinheiro”, afirma Pedro Guasti.


Aumento do público feminino e satisfação


O perfil de e-consumidores também mudou. Ultrapassando o número de homens nesse mercado, as mulheres marcaram presença e agora respondem por mais da metade dos consumidores. Em compensação, o valor médio de compras ainda é inferior ao dos homens. Apesar da fama de gastar muito, elas compram em média R$ 272 reais contra R$ 375 dos homens.
Já o público mais experiente, com mais de 50 anos, também cresceu e representa 19% de todas as pessoas que consumiram pela internet no ano que passou. Fator que se deve à falta de familiaridade com a tecnologia e receio em informar dados pessoais.
Se o volume de compras aumentou é sinal de que o consumidor está satisfeito. Quanto mais comprar por meio de lojas virtuais mais o cliente se tornará exigente. Itens como entrega no prazo, qualidade do produto e do atendimento influem diretamente na opinião e no retorno deste cliente. Também conta a navegabilidade no site. O usuário tem de se sentir confortável e achar todos os atalhos facilmente. A mudança de “loja” neste ambiente é feita de forma muito rápida: basta um clique. E para o lojista esse clique significa uma venda perdida.

Expectativas


Com a inclusão digital, as classes mais baixas terá uma provável penetração no consumo virtual. Para as empresas com lojas tradicionais o e-commerce já é uma realidade.
Para 2009 a expectativa é de que esse mercado fature cerca de 10 bilhões de reais. No final do primeiro semestre, a consultoria espera a ultrapassagem da marca de 15 milhões de e-consumidores. Até o final do ano, a expectativa é de que este número chegue a 17,2 milhões de compradores. Ficar alheio a esse mercado emergente é perder um filão interessante e oportunidade de fazer bons negócios. Além disso, o comércio eletrônico é democrático e acessível a todas as classes sociais.

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