Assim que entramos em Salvador, se formos de ônibus, uma das imagens é esta.
A Salvador de Ondina, do Farol da Barra, do Elevador Lacerda e Mercado Modelo estão bem distantes do que vemos aqui.
O inchaço populacional e a falta de um política habitacional é que leva a população a construir de forma desordenada suas casas pelos morros da cidade.
À margem da sociedade, suas casas vão crescendo e, quando não existe mais espaço físico, elas crescem verticalmente para seus filhos que cresceram e nem bem saíram da adolescência também já possuem outros filhos.
População que sai de casa ainda de madrugada e chega em suas casas quando já anoiteceu em sua luta diária pelo próprio sustento.
Gente que corre, sorri, ama, se diverte e verte lágrimas. Gente solidária que sobe e desce a ladeira cantarolando um sambinha da moda. Que faz do limão uma deliciosa limonada.
Gente que precisa de mais atenção dos governantes. Que lhes seja disponibilizado mais acesso à cultura, à educação e ao trabalho.
Apesar de todo esse crescimento desordenado é possível enxergar uma espécie de ordem.
E a ordem é: SER FELIZ!
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Volto.